Segundo a UNICEF, 40% da crianças até 5 anos (mesmo as de classe média e alta), sofrem de Fome Oculta por não ingerirem os nutrientes necessários.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alerta que a seletividade e a recusa em experimentar novos e bons alimentos, tem um grande papel no desenvolvimento do que chamamos de “Fome Oculta” e as consequências desse mal tem assustados os pais e profissionais da saúde. Como reverter esse quadro na sua casa?

Após 12 anos de pesquisa, uma nova metodologia vem dando muito resultado ao aumentar a aceitação de alimentos em crianças de 6 meses até 5 anos.


Sobre a autora

milene

Milene Henriques, nutricionista, especializada em nutrição infantil e Mãe de 2. Utilizou seus 12 anos de pesquisa e experiência como mãe para criar o projeto Bebê bom de Garfo, que já ajudou mais de 14 mil crianças a aumentarem muito a aceitação alimentar.


Diariamente vejo muitas mães preocupadas com a alimentação de seus filhos:


“Ele não come quase nada...”

“Ele troca todas as refeições pelo leite, ou por alguma bobeira...”

“Ele seleciona o que quer no prato...”

“Se tento dar algo novo ele faz cara de nojo, cospe e até faz ânsia de vômito...”


Essas frases, assim como muitas outras, são indicativo da Seletividade Alimentar.

No Brasil o assunto “Seletividade alimentar” é tratado como “uma fase da criança” que um dia vai passar.

Nossos amigos, familiares e até profissionais renomados continuam dizendo que é pirraça e que se deixar com fome ele vai comer

Mas sabemos que não é assim...

E esse quadro de seletividade e recusa alimentar, é o que, segundo a UNICEF, leva ao quadro de “Fome Oculta”.

A Fome Oculta nada mais é do que a criança que, mesmo comendo e estando aparentemente saudável, não ingere os nutrientes necessários para a sobrevivência.

Ou seja, o estômago fica cheio, mas as células ficam sem energia para continuar se desenvolvendo e mantendo o crescimento do corpo e da mente da criança.

E por isso, mesmo a criança dizendo estar sem fome, existe uma Fome Oculta nas células, que impede o desenvolvimento normal.

E isso leva a um quadro de desnutrição, mas não aquela desnutrição visível, que deixa a criança muito magra.

Uma desnutrição quase invisível, mas cujas consequências são iguais à desnutrição “Africana”, como a conhecemos.

E isso levou a Organização Mundial de Saúde (OMS) a soltar a seguinte notícia:

BBC-NEWS
ESTADAO
ESTADAO


“Pela primeira vez na história, uma geração pode viver menos que os pais e o motivo está na má alimentação.”

Nossas crianças podem morrer antes de nós por não saberem comer.

Mesmo com todo o avanço científico, que deveria aumentar a expectativa de vida dos nossos pequenos.

Isso é gravíssimo!

Crianças que rejeitam muitos alimentos e tem seletividade, precisam rápido aprenderem a comer, para que essas consequências não se tornem reais.

Mas após 10 anos de prática e pesquisa, um método vem surpreendendo a todos que o aplicam e revertendo com sucesso o quadro da seletividade em crianças no Brasil.

Essa metodologia mostra que, para aceitar um alimento, é preciso que o paladar esteja “educado” e acostumado a entender aquele novo sabor, textura e consistência.

Não adianta ofertar um alimento novo no prato, sem antes educar o paladar para entender e aceitar aquele alimento.

“Tentar forçar o paladar a aceitar algo é como obrigar o cérebro a entender um livro sem ter aprendido o abecedário.”

Assim como para aprender a ler e escrever não basta sentar e devorar um livro, para comer também é preciso um aprendizado do paladar que vai muito além da mesa de refeições.

Sem educar o paladar antes, seu filho irá simplesmente rejeitar tudo de novo que você colocar no prato.

E para fazer isso, é preciso aplicar técnicas que vão muito além da oferta do alimento na mesa de refeições.

E são exatamente essas técnicas que serão apresentadas nesta matéria.

Te convido a ler até o final e aprender como incentivar o paladar do seu filho a apreciar novos e bons alimentos.

O que será apresentado aqui, não são apenas “dicas”, e sim uma metodologia cientificamente testada e comprovada.

Ela já transformou o estresse, o choro, as birras e brigas na hora da refeição em momentos de tranquilidade e companheirismo, para mais de 14 mil famílias.

Sendo que a maioria dessas mães já haviam tentado de tudo um pouco:

Deixar com fome, fazer chantagem, gritar, brigar, forçar, oferecer prêmios, usar distrações, levar a diferentes pediatras e buscar diversos profissionais...

E por isso, todos esses artifícios que falei acima acabam por piorar a situação cada vez mais.

Se você já tentou todos eles e no momento sua frase é: “Socorro! Meu filho não come.”

Você está prestes a ler algo que mudará esta situação (em pouco tempo).


Querida leitora,

Você não está sozinha.

Sei que se está aqui comigo lendo este artigo é porque a situação da alimentação do seu filho chegou em um ponto crítico.

Um ponto em que o momento da refeição virou um transtorno e te dá calafrios só de pensar...

Choros, birras, brigas, caretas, cuspes e às vezes até ânsia de vômito.

Seu filho provavelmente não aceita experimentar nada novo (o que chamamos de neofobia alimentar)

Ou mesmo aceitava bem os alimentos, até que parou de comer depois de uma certa idade...

São horas gastas na mesa de refeições tentando fazer ele aceitar algo que você preparou com todo amor.

Você até insiste numa alimentação de qualidade, saudável, mas ele só aceita alimentos ruins e que você não gostaria que ele comesse.

E fora de casa? Aí piora a situação e só resta duas alternativas:

Ou você não sai, limitando o seu convívio social

Ou você finge que ele já comeu para não ter que enfrentar os julgamentos dos amigos e familiares:

“Nossa ele come só isso?”

Parece que ele come o que quer e quando quer e seleciona aquilo que não gosta.

Muitas vezes você cede e dá um alimento ruim, apenas para ter o desencargo de que pelo menos ele comeu algo.

Como eu disse, você não está sozinha.

Atendi e atendo mães assim todos os dias durante mais de 10 anos.

A maioria delas se sentia frustrada, incapaz e quase não tinha mais forças para continuar tentando.

Muitas delas já estavam com problemas conjugais por conta de um filho que come mal.

Mas o maior problema dessa situação está na saúde das crianças.

Hoje a UNICEF estima que 40% das crianças sofrem de fome oculta, que acontece quando a criança se alimente de calorias vazias (bobeirinhas) e não supre as necessidades nutricionais.

E isso causa uma desnutrição disfarçada (aquela que não necessariamente deixa a criança abaixo do peso)

E essa desnutrição, causada pela falta dos nutrientes necessários na alimentação, tem efeitos gravíssimos que podem nem ser percebidos, como:

Déficit de inteligência, déficit de atenção, baixa estatura a longo prazo, alergias e muitos outras deficiências no desenvolvimento físico e mental.

Do outro lado, mas ainda no mesmo contexto, temos a obesidade

Que é responsável por 44% dos casos de diabetes, 23% dos casos de problemas cardíacos e entre 7% e 41% dos tipos de câncer.

E tudo isso começa com uma má alimentação na infância, antes dos 5 anos.

O que leva a um problema ainda mais grave

“Nossas crianças estão com a expectativa de vida menor do que a nossa”

E o motivo disso está em querermos agir diretamente no problema, forçando e oferecendo o alimento, sem antes educarmos o paladar das nossas crianças a aceitar.

E garanto que olhando para o todo, com a metodologia que te apresentarei nesta matéria, você conseguirá reverter essa situação.

Assim como eu fiz com meus 2 filhos e assim como mais de 14 mil mamães já fizeram.

Quero mostrar como uma delas aplicou essa metodologia de forma espetacular

E saiu do completo desespero, para a tranquilidade de ter um filho que come e experimenta de tudo...

Ela já estava quase desistindo, quando encontrou na internet uma matéria minha, como essa que você está lendo.

Ela leu até o fim, aplicou a metodologia de forma completa e teve resultados incríveis em tempo recorde.


Carta Patrícia

Assunto: Me ajuda, por favor!


Milene, tudo bem?

Desculpe pelo assunto que coloquei no e-mail, mas eu verdadeiramente preciso da sua ajuda. Espero muito que você leia essa mensagem.

Eu sei que sair da rotina e ir comer fora em um domingo deveria ser um momento de alegria e prazer.

Mas não pra mim....

Há meses eu já não sinto nenhum prazer em sentar à frente de uma bela mesa de refeição, ainda mais fora de casa.

E tudo isso pelo problema que meu filho João Pedro tem dado para comer. Ele comia bem até 1 ano, mas depois disso passou a ser extremamente seletivo.

Ele faz birra, chora, cospe, joga as coisas no chão, demora duas horas para dar uma garfada, mas no fim não come quase nada.

Ele só come bobeiras e eu já não sei o quanto isso está afetando a saúde dele. Eu sei que não dou os nutrientes necessários para que ele desenvolva bem e já não sei mais o que fazer.

Mas voltando ao domingo no restaurante...

O João Pedro me deu MUITO trabalho! O Thiago (meu marido) perdeu a paciência e pediu a conta antes mesmo de eu e ele acabarmos de comer.

Mesmo assim insisti por mais alguns minutos enquanto ele berrava que não queria comer.

Olhei pro lado e todos no restaurante pareciam falar sobre o que acontecia na nossa mesa. Senti todos os olhares voltados para mim.

Na minha cabeça só se passava uma coisa: “Eles me acham uma péssima mãe....”

“EU SOU UMA PÉSSIMA MÃE...”

E isso já vem acontecendo há uns 6 meses, no café almoço e jantar.

Voltando do restaurante no domingo o silêncio era perturbador, por dois motivos:

1 – Eu vi que não era só eu que estava abalada com tudo isso, mas a minha relação com o João e até com meu marido Thiago também. Afinal estávamos uma pilha de nervos por causa da alimentação do nosso filho

2- Meus pensamentos não me deixavam em paz:

“O que faltava fazer? O que ainda não tentei?”

Já deixei com fome (como minha mãe disse)...

Já deixei comer jogando no celular para ver se comia mais...

Já ameacei, já chorei, já pus de castigo, comprei o pratinho do super herói, fingi que nada acontecia...

Achei que era uma fase e que passaria logo, como o pediatra disse...

O que mais falta??

Até no psicólogo eu já levei, Milene....

Mas chegando em casa no domingo fomos dormir exaustos psicologicamente e me lembro que nesse dia eu me questionei se dali pra frente era assim que seria minha família.

Na segunda, Thiago foi trabalhar e minha mãe levou o João pra almoçar com ela.

Conto isso com lágrimas nos olhos, mas fiquei feliz por poder comer em paz.

Fiquei feliz em ficar longe do meu filho =´(

Eu sempre sonhei em ter um segundo filho, mas depois dessa decepção com o João Pedro eu realmente DESISTI!

Bom, passando a semana, na sexta feira fomos convidados a comer na casa da minha sogra.

Claro que eu não queria ir. Não queria passar a vergonha que sempre passo em comer fora de casa. Mas não tive opção, não podia fazer essa desfeita. Fomos...

E foi nesse dia que o pior aconteceu...

Durante o jantar, eu tentei dar o mínimo de comida possível para o João.

Mesmo assim, ele não aceitava nem uma garfada.

Ao insistir um pouquinho, ele já fechou a cara e quando os parentes começaram a tentar “ajudar” a fazê-lo comer, João caiu em prantos.

Nesse momento eu já não insisti mais, mas mesmo assim ele fez birra e, sem aviso prévio, bateu a mão no prato derrubando toda a comida em mim.

Milene, eu te juro, não sei o que deu em mim...Parece que surgiu uma raiva sem precedentes...

Eu nem vi mais nada, só ergui a mão e bati com força no braço dele e gritei:

“Que droga menino! Olha o que você fez!”

Nessa hora João parou de chorar.

A mesa parou de comer.

E não se ouvia mais nada.

Eu senti meu rosto corar e o coração bater muito forte.

Eu vi a besteira que tinha feito quando olhei no rosto de João e viu os olhos arregalados, como quem visse um monstro em sua frente.

E eu era realmente um monstro. Pelo menos foi assim que me senti.

Nessa hora, eu olhei pro lado e todos estavam olhando para mim.

Depois disso, eu não consegui fazer mais nada. Me despedi sem graça de todos na mesa, deixei João Pedro com Thiago e fui embora para casa.

Eu não sei como consegui dirigir de tanto que chorava.

Quando parava nos sinais tinha certeza que os motoristas dos carros ao lado estavam escutando, pois eu chorava alto.

Um choro de agonia e desespero...Não desejo nunca mais sentir isso.

Tenho medo de João Pedro me considerar um monstro pra sempre.

Desde então ficou claro que preciso de ajuda.

E foi por isso que, após pesquisar muito, eu encontrei o Bebê bom de garfo e estou cheia de esperança com seus métodos.

Já tentei de tudo um pouco, mas quando vi essa técnica percebi que era diferente de tudo que já havia tentado.

Espero de coração que isso me ajude pois, como viu, a situação é grave.

Mil beijos,

Patrícia Almeida.


Ler esse e-mail, assim como muuuitos outros que recebo na mesma situação me partiu o coração.

Mas tinha certeza que com a metodologia que ensino ela conseguiria superar esse problema.

Simplesmente porque agora ela passaria a tomar atitudes que atingiriam a causa raiz do problema e não a consequência (que é comer mal)

Em outras palavras, ela conseguiria educar o paladar do João para aceitar novos e saudáveis alimentos.

E não demorou nem 1 mês para ela mês para ela me mandar um segundo e-mail relatando seu sucesso.

Carta Patrícia

Assunto: Agradecimento!


Oiiii Milaa!

Eu aqui de novo, mas agora vim agradecer! :D

Você não imagina como estou radiante e grata com seus ensinamentos!

Como disse, já havia tentado muita coisa, mas nada dava certo.

Quando vi seu método, entendi o porquê de nunca ter conseguido. Então decidi dar um voto de confiança e ir aplicando devagar, passo-a-passo, aquilo que aprendia.

Nem acreditei no que meus olhos viam quando por volta de 3 semanas aplicando o João começou a dar sinais significativos de melhora, já comia BEM melhor!

Meu coração transbordava de alegria e tudo graças a você!

O mais importante foi que eu entendi que muitos dos problemas estavam nas minhas atitudes. E que era preciso entender a raiz do problema (como você mesmo fala) e não só agir na causa, tentando fazê-lo comer a qualquer custo.

Hoje eu entendo que é preciso educar o paladar das crianças para elas comerem bem e não simplesmente forçá-las a gostar de algo. E você mostrou isso muito bem.

Agora sim eu sinto que posso dar saúde pro meu filho e posso ter uma família vivendo em harmonia!

Aaaaaa....quase me esqueci.

Sexta passada tivemos um almoço na casa da minha sogra. E desta vez eu fui sabendo que tudo correria bem, pois eu já vinha educando o gosto dele para o alimento novo.

No almoço também apliquei várias das técnicas que você ensinou e adivinha?

João comeu tudoo! E no final do prato disse:

“Obrigado vovó, estava muito bom!”

Nesse momento meus olhos encheram de lágrimas. Mas agora lágrimas de alegria, de vitória e de alívio.

Durante o dia, todos vieram me falar como João parecia mais fortinho e saudável. Me deram parabéns! E eu repasso esses parabéns à você.

Você nem imagina como mudou minha vida! E eu espero que possa mudar a de muitas outras mamães como eu. Todas merecem aprender o que eu aprendi, então ensine isso sempre que puder e não pare por NADA!

E não foi só minha relação com o João que mudou. Eu e Thiago estamos melhores que nunca.

E já estamos mais que decididos a ter mais um bebezão bom de garfo e graças a você!

Muito obrigada mesmo!

Patrícia Almeida


Você consegue imaginar minha felicidade ao ler isso?

E assim como a Patrícia, eu chorei de felicidade.

Mas com certeza, Patrícia entendeu que para mudar a situação era preciso saber como ensinar nossos filhos a experimentar

Não bastava “deixar acontecer” ou forçar.

Era preciso alfabetizar o paladar, ou seja, utilizar técnicas cientificamente comprovadas para educar.

A forma de oferecer, os temperos e as técnicas utilizadas na mesa de refeições, são importantes...

Mas a educação alimentar vai além disso

E se você quer aprender a mesma coisa que ensinei para Patrícia e para as outras 14 mil mães que ajudei, então vem comigo...